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Abstract
Esta tese analisa a evolução das capacidades das parcerias no cluster dos Recursos Minerais tendo em conta as trajetórias de dinâmicas de mercado, das tecnologias e da competitividade.
À luz das capacidades dinâmicas, foram analisadas as principais determinantes para estabelecer parcerias, as capacidades das alianças no cluster e ainda a sua relação com o desempenho.
O estudo, validado pela Teoria dos Custos de Transação, das Redes e das Capacidades Dinâmicas, foi realizado com instrumentos quantitativos, sendo a primeira parte apoiada por um questionário com escalas das capacidades das alianças. Neste estudo, a amostra é de conveniência. A segunda parte, suportada por dados, de 2011 a 2016, cedidos pelo Instituto Nacional de Estatística com indicadores financeiros das empresas.
Concluiu-se que as principais determinantes para estabelecer parcerias são a honestidade/sinceridade e a confiança. Os resultados sugerem que as empresas do cluster tendem a desenvolver mais parcerias, e que a capacidade de “integração e aprendizagem” influencia a performance.
A pertença ao cluster revela um impacto positivo e estatisticamente significativo na performance, e a tendência de um papel moderador na relação entre a capacidade de integração das alianças e a performance. O desempenho das empresas do clusteré superior e uma das determinantes da exportação nestas empresas é a remuneração dos trabalhadores.
As capacidades das organizações tendem a ser especializadas e específicas (em termos de contexto) devido ao facto de serem moldadas pelas cadeias de valor.
A análise do clusterevidencia o nível de cumplicidade entre membros. Estes criam redes, e o tempo determina o grau de granulidade para aceitação de regras comuns de forma a manter uma cultura de eficácia, preservação dos valores e foco, permitindo responder aos desafios do mercado mundial. E, assim, ganhar o futuro.





