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Abstract
‘Arquitetura e Media: Crise ou (R)evolução?’ explora a relação entre a arquitetura, a sociedade e os Media, com um olhar atento sobre as transformações que o conceito de participação tem vindo a sofrer sob o novo panorama comunicativo.
Trata-se de uma abordagem que remete ao passado para compreender o presente, contemplando ideologias que se têm vindo a desenvolver desde os anos 60 até à contemporaneidade. Abordam-se, numa primeira fase, teóricos como Marshall McLuhan, Giancarlo de Carlo e John F.C. Turner, a fim de expor as implicações iniciais da revolução cultural causada pelos Media na disciplina arquitetónica. Para efeitos de enquadramento nacional, foi considerado o caso do processo SAAL.
Conhecidos os conceitos subsequentes desta primeira revolução cultural que atingiu o século XX, a emergência de uma cultura participativa e a convergência dos media são associados ao período da mais recente revolução mediática. A atenção voltase para a atualidade numa perspetiva que confronta a verdadeira posição do arquiteto e do público, numa era em que os papeis se veem confundidos.
Balkrishna Doshi e Alejandro Aravena, recentes vencedores do prémio Pritzker, são casos de estudo que permitem corroborar ou refutar princípios assumidos na arquitetura dos dias de hoje. Se na sua obra é evidente a importância dos processos participativos, o reconhecimento internacional que ambos conheceram pode relacionar-se com a perceção da influência que os Media tiveram sobre o papel que cada um desempenha atualmente na produção de uma arquitetura que divide opiniões mas faz convergir meios.





