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Abstract
Esta pesquisa cartografa três mobilizações sociais ocorridas entre os meses de Março de 2018 e Maio de 2019 na esfera pública brasileira: (I) Atos por Marielle; (II) Movimento EleNão; (III) Movimento 15M. Identifica-se, neste período, a ascensão de uma onda política conservadora ao maior cargo do Poder Executivo do país. Verifica-se, em igual medida, a formação de um corpo heterogêneo de resistências ao avanço de projetos com vieses conservadores, autoritários e reacionários em territórios locais e globais. De modo a reter as intensidades no relacionamento de um conjunto de objetos que perpassam categorias como estética, sujeito e política, buscou-se, nesta pesquisa, referências nos conceitos de cartografia, dispositivo, poder, resistência e dissenso provenientes de um diálogo indireto entre os pensamentos de Michel Foucault, Gilles Deleuze, Félix Guattari, Giorgio Agamben, Achille Mbembe e Jacques Rancière. Nessa perspectiva, foram produzidas análises pormenorizadas de três momentos de articulação de resistências ao poder constituído. Discute-se, ao final, em que medida estas atuações produziram ou não dissenso na sociedade em questão.





