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Abstract
A Diretiva Quadro da Água (DQA) estabelece a responsabilidade de cumprimento dos objetivos ambientais até 2015, ou em datas posteriores. Os objetivos ambientais baseiam-se no bom estado químico e ecológico das águas.
Os Planos de Gestão da Bacia Hidrográfica são os instrumentos de planejamento para a gestão dos recursos hídricos, e têm a finalidade de garantir o bom estado químico e ecológico, através da execução dos programas de medidas propostos pela planificação.
A região hidrográfica internacional do Douro inclui o território da bacia do Douro na Espanha e Portugal, e cada país possui o seu próprio plano de gestão.
O presente trabalho tem como objetivo a realização de uma análise comparativa dos planos de gestão da bacia hidrográfica do Douro em Portugal e em Espanha.
Foram comparados nas duas planificações: a metodologia utilizada para a demarcação e caracterização das massas de água; a utilização da água e as principais pressões em cada país; as redes de monitorização; o sistema de avaliação do estado ecológico; e os programas de medidas.
Realizaram-se quatro estudos de caso, dois em Portugal (rio Tâmega e albufeira de Miranda do Douro) e dois em Espanha (rio Arandilla e albufeira de Castro), com a finalidade de ilustrar a avaliação do estado ecológico e os programas de medidas. Constatou-se a diversidade das metodologias dos sistemas de avaliação nos dois países. Cada país fez a transposição da diretiva de forma distinta em vários aspectos. Ambos os países avançaram em termos científicos e na política de gestão da água, mas ainda existem muitas lacunas a serem preenchidas, principalmente no estabelecimento das redes de monitorização e nos critérios para a classificação do estado ecológico. A planificação espanhola apresenta-se mais consolidada e completa, se comparada com a planificação portuguesa que possui maiores deficiências.
São expectáveis resultados positivos das planificações de 2009 e para os próximos anos sobre a utilização da água no Douro. É importante que seja reconhecida a grande necessidade de harmonização das metodologias para a avaliação do estado ecológico.





