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Abstract
A competitividade à escala global, tanto entre empresas como entre países ou Estados, requer a utilização de ferramentas sofisticadas por parte das organizações para o alcance dos seus objectivos. Muitas organizações sabem para onde querem ir, mas não possuem um “mapa” indicando como lá chegar, faltando-lhes a direcção necessária para transformar planos estratégicos bem formulados em realidade.
Um factor crítico de sucesso para o crescimento económico é a capacidade de tomar boas decisões e de gerir a sua implementação por parte dos agentes económicos, sejam públicos ou privados. Trata-se de um tema complexo que requer diariamente um elevado número de decisões e cujo efeito composto é extremamente vasto. Sob pressão, a tomada de decisão tem dificuldade em distinguir a cada momento o acidental do sistémico e o trivial do importante. Para a tomada de decisão de qualidade é vital uma boa compreensão das prioridades, dos resultados pretendidos e do impacto das decisões, e dispor de um bom sistema de informação.
Neste trabalho, recorre-se aos conceitos chave da Gestão Estratégica e ao enquadramento clássico da ferramenta Balanced Scorecard para estruturar pensamento oriundo da disciplina do Crescimento Económico e aplica-se ao caso português. Pretende-se elaborar um quadro de referência onde se congreguem os diversos aspectos fundamentais para o crescimento económico em Portugal, e que sirva de referencial estratégico na prossecução do objectivo de crescimento e de aumentar a prosperidade dos cidadãos. Para este fim é fundamental o contributo dos agentes económicos, tanto públicos como privados, e dos cidadãos. Este quadro de referência é consubstanciado num mapa estratégico, tal como concebido no contexto dos Balanced Scorecards.
Colocamos assim numa perspectiva integrada aspectos de ordem financeira do país, de formação e desenvolvimento dos factores produtivos da economia portuguesa (trabalho e capital, incluindo aspectos intangíveis) e de processos críticos, no seio da economia, de interacção entre os agentes económicos. Todos estes aspectos são concorrentes para a satisfação dos objectivos dos “clientes”, ou seja, da população e dos diversos agentes económicos, e foram colocados ao serviço de uma missão de proporcionar elevados e crescentes níveis de prosperidade aos cidadãos. O trabalho permitiu-nos sistematizar e integrar aspectos como a criação de valor, a formação de capital humano, o investimento, a inovação, a competitividade externa, a concorrência, a criação de empresas e a gestão financeira macroeconómica, entre outros parâmetros relevantes para a gestão de um crescimento económico sustentado. Para cada uma daquelas áreas propomos e apresentamos indicadores estatísticos adequados. Neste processo fez-se uso das mais modernas teorias do crescimento económico, bem como de ensinamentos clássicos sólidos, de diversos estudos analíticos e empíricos recentes e de testes econométricos disponíveis entre as diversas variáveis em jogo.
Depois de esboçar um mapa estratégico para o crescimento económico, evidencia-se a importância de detalhar o conhecimento sobre uma das variáveis identificadas, a produtividade, exemplificando o que deverá ser feito para cada uma das variáveis presentes. Com efeito, trata-se de um elemento chave no contexto do crescimento económico, para o qual grande parte do mundo desenvolvido procura incessantemente encontrar soluções de melhoria, ou seja, encontrar modos de aumentar a eficiência com que combina os seus escassos recursos, físicos e de capital humano.





