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Abstract
Devido à integração de fontes de energias renováveis nos sistemas elétricos, foi introduzida variabilidade no lado da geração, pelo que os sistemas tiveram de se adaptar de forma a conseguirem dar resposta não só à variabilidade da carga, mas também à variabilidade inerente a este tipo de fontes de energia.
Com esta variabilidade acrescida, é importante perceber se o sistema tem recursos do lado da geração que consigam dar resposta às novas exigências de flexibilidade.
Neste trabalho é definida a variabilidade de um sistema elétrico e são apresentados alguns métodos para a sua análise. A caracterização da variabilidade constitui, a par das previsões, uma prática importante na integração de energias renováveis.
Também é definida a flexibilidade de um sistema e os parâmetros que a caracterizam e são apresentados alguns métodos para sua determinação. A partir desta análise é possível determinar a capacidade sistema para lidar com a variabilidade e determinar o grau de penetração de renováveis que o sistema consegue suportar, mantendo a sua operação fiável e segura.
Portugal é um país com elevado nível de penetração de renováveis. Neste trabalho foram aplicados alguns métodos de análise da variabilidade e determinação da flexibilidade ao sistema elétrico português, de forma a ser possível comparar as exigências de flexibilidade impostas pelas renováveis e pela carga com os recursos de flexibilidade do sistema.





