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Abstract
As relações Universidades-Empresas (U-E) têm vindo a intensificar-se e recebem já uma considerável atenção das autoridades de política e academia. A maioria destes estudos, no entanto, analisam tópicos relativos às características das universidades e das empresas, a transferência de conhecimento e a comercialização deste, sendo que a importância que estas relações têm para a internacionalização das empresas está ainda pouco explorada.
A presente dissertação tem por objetivo contribuir para a evidência empírica sobre a internacionalização das empresas, explorando, para além dos contactos U-E, outras variáveis tidas como relevantes para o processo de internacionalização (e.g., capacidade de absorção, inovação e acesso a fundos públicos).
Recorrendo a modelos logísticos e considerando as 6160 empresas portuguesas que responderam ao Inquérito Comunitário à Inovação de 2010, os resultados revelaram que as empresas que utilizam as universidades como fontes de informação para a inovação tendem a ser mais internacionalizadas. Não obstante, não há evidência que a cooperação formal com as universidades seja relevante para a internacionalização das empresas. Do ponto de vista da capacidade de absorção, as empresas que são mais intensivas em capital humano (e, em menor extensão, em I&D) são mais propensas à internacionalização. Finalmente, as empresas que receberam fundos de cariz nacional e que são mais radicais em termos de capacidade de inovação (i.e., criam produtos novos para o mercado) tendem a ser mais internacionalizadas.





