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Abstract
Com o envelhecimento as pessoas perdem, gradualmente, algumas das suas faculdades e mobilidade. Frequentemente, a casa onde residiram toda a vida apresenta barreiras e dificuldades tais que as obrigam a mudar de casa ou a serem institucionalizadas. De modo a alterar este paradigma, nesta dissertação, pretende-se estudar os dois lados desta questão: a pessoa Idosa e a Habitação. Foram abordados problemas das pessoas com idade avançada no contexto doméstico, as barreiras arquitetónicas que algumas habitações apresentam e, por isso, diminuem a qualidade de vida do Idoso, e investigadas medidas que podem ser tomadas, sobretudo na fase de Projeto, para garantia do seu conforto e segurança com o avançar da idade. Para o efeito foi necessário estudar a legislação, conhecer soluções e tecnologias adequadas e integradas na arquitetura. Para reunir estas condições e operacionalizar o seu uso, foi criada uma Lista de Verificação “Casa (com) Futuro”, que aplicamos à casa dos estudantes e à casa dos meus avós. Esta poderá também ser aplicada na identificação de alguns princípios e boas práticas a adotar para que uma habitação possa servir ao longo de toda a vida, para o nosso próprio futuro. Deste trabalho retiram-se algumas evidências: a de que as principais decisões no sentido de construirmos “Casas para o (nosso) futuro”, devem ser tomadas na fase do projeto, pois quaisquer alterações numa construção se podem tornar muito mais dispendiosas, ou mesmo tecnicamente impossíveis. Por outro lado, também são ilustradas boas-práticas simples e económicas que, no seu conjunto, podem contribuir para a qualidade de vida de qualquer pessoa. Estes factos salientam o papel do Arquiteto para uma sociedade inclusiva.





