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Abstract
Introdução
A Hepatite Autoimune é uma doença hepática crónica caracterizada por presença de autoanticorpos contra os hepatócitos. As manifestações clínicas da doença são muito variáveis e a apresentação pode ir de assintomática até hepatite fulminante, com necessidade de transplante hepático. O diagnóstico é feito com base nas manifestações clínicas, avaliação laboratoriais e características histológica. A maioria dos doentes responde favoravelmente ao tratamento de primeira linha, apresentando um bom prognóstico.
Objetivos
Com esta dissertação pretende-se contextualizar e compreender as características específicas da Hepatite Autoimune em idade pediátrica, destacando as principais diferenças para com os adultos, dando enfoque nos métodos diagnósticos e terapêuticos existentes.
Metodologia
Para a elaboração desta revisão bibliográfica foi realizada uma pesquisa na Plataforma PubMed, utilizando os termos (Pediatric OR juvenile OR child OR children OR infant OR neonatal) AND (“autoimmune hepatitis” OR “sclerosing cholangitis” OR “autoimmune sclerosing cholangitis” OR “overlap syndrome”) AND (cause OR pathophysiology OR etiology OR etiopathogenesis OR diagnosis OR pathology OR histopathology OR histology OR laboratory OR imaging OR therapeutics OR therapy OR treatment OR prognosis OR complications OR guidelines OR “quality of life”). Adicionalmente, foram consultados livros, artigos e recomendações com relevo para o tema.
Conclusão
A Hepatite Autoimune apresenta uma tendência crescente em todo o mundo, sendo a incidência maior em idade adulta. No entanto, as crianças apresentam um curso de doença tipicamente mais agressivo, sendo mais comum a existência de insuficiência hepática aguda. Existem critérios de diagnóstico específicos para a idade pediátrica e, sendo que a associação da doença a colangite esclerosante autoimune é muito mais frequente nas crianças, a sua exclusão é essencial ao estabelecimento do diagnóstico. O tratamento de primeira linha é semelhante ao usado em idade adulta, com diferentes doses, sendo que a resposta é positiva na maioria das crianças. No entanto, nesta faixa etária a remissão é menos comum, pelo que a grande parte dos doentes terá de continuar a farmacoterapia pelo resto da vida.





