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Abstract
Os trabalhos sobre práticas educativas parentais têm evidenciado a existência de uma relação, com a autoestima, o autoconceito, orientações motivacionais e o uso de estratégias de self-handicapping. Este estudo teve como principal objetivo analisar a relação entre as práticas educativas parentais critica e perfecionismo percecionadas pelos estudantes, com a autoestima, o autoconceito, as orientações motivacionais e o uso de estratégias de self-handicapping. Concomitantemente analisou-se a relação entre o uso de estratégias de self-handicapping e a autoestima, o autoconceito e orientações motivacionais. Participaram no estudo 170 adolescentes do 7º, 8º e 9º ano de um colégio particular da zona da grande Lisboa, que responderam ao Critical Parenting Inventory (Randolph & Dyckman, 1996, adaptada por Miguel, 2010), a uma escala multidimensional de perfecionismo, (Soares, Gomes, Macedo & Azevedo, 2003, adaptada por Miguel, 2010), a uma escala de autoconceito e autoestima (Peixoto & Almeida, 1999) a uma escala de orientações motivacionais (Skaalvik, 1997, adaptada por Peixoto, Mata & Monteiro, 2008) e a uma escala de self-handicapping académico (Martin, 1998, adaptada por Borralho, 2003). Os resultados das diversas análises efetuadas permitem mostrar que os alunos que percecionam seus pais como sendo perfecionistas e críticos relativamente ao seu desempenho académico apresentam: autoestima mais baixa, autoconceito mais baixo, motivação mais orientada para a autodefesa, para o evitamento e menos orientada para a tarefa, bem como uma maior tendência a usar estratégias de self-handicapping, do que os seus colegas que não percecionam seus pais desta forma. Por outro lado, permitiu mostrar que o uso de estratégias de self-handicapping se relaciona negativamente com autoestima, com autoconceito, com orientação motivacional para a tarefa e se relaciona positivamente com orientação motivacional para a autodefesa e evitante.





