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Abstract
O impacto da recente crise económico-financeira tem sido um tema de grande foque nos últimos tempos pelas consequências sentidas a nível global. Este trabalho tem como principal objectivo a realização de uma análise económica e empresarial das empresas do sector das bebidas, com o intuito de observar o eventual impacto que o sector sofreu em Portugal neste período de turbulência.
Para se estudar a evolução da Indústria das bebidas, é fundamental estudar também a composição da mesma, ou seja, os seus subsectores e proceder a uma comparação entre o sector e a economia Portuguesa. Com esse objectivo é feita uma análise através de indicadores macroeconómicos e microeconómicos, tendo em conta alguns anos pré-crise e os anos em que o seu impacto se manifesta mais acentuado. É também efectuada uma análise à estabilidade do balanço e da demonstração de resultados deste tipo de indústria transformadora, e aos modelos econométricos desenvolvidos com o intuito de verificar o impacto das variáveis explicativas na rentabilidade do activo, na rendibilidade dos capitais próprios e na produtividade das empresas do sector em estudo.
As principais conclusões retiradas passam por a Indústria das Bebidas ser composta maioritariamente por PME´s (77,20%), em que o CAE 1102 (Indústria do Vinho) representa 68,70% do número de empresas do sector. Os anos de 2008 e de 2009 foram os anos em que se apresentaram de maneira geral os piores resultados, embora se tenha verificado que a Indústria das Bebidas foi dos sectores menos afectados pela crise, e o ano de 2010 veio demonstrar uma certa recuperação aos resultados dos dois anos anteriores.





