Content area
Abstract
Em Portugal a sensibilização para a biodiversidade que possuímos é ainda escassa, sendo da responsabilidade de cada um termos um papel ativo nesta luta. Com esse intuito desenvolveu-se este trabalho, acerca da fuinha (Martes foina), pretendendo aprofundar-se o conhecimento sobre este pequeno habitante das florestas e meios urbanos do nosso país, caracterizando-o em diferentes parâmetros: desde a sua morfologia, características anatómicas, reprodutoras, alimentares e epidemiológicas, até ao seu papel no ecossistema, inclusive na sua relação com a espécie humana. Esta relação tende a ser tendencionalmente desvantajosa para espécies predadoras de animais considerados pragas, devido ao combate destas últimas com compostos tóxicos não seletivos. Uma das consequências da exposição a estes compostos relaciona-se com intoxicações em doses sub-letais, que podem não ser a principal causa de morte, mas predispor a tal ou ao aumento da morbilidade. Foi com o objetivo de perceber um pouco mais sobre este tipo de efeitos na fuinha (espécie predadora de roedores) que este trabalho foi realizado, com especial incidência nos rodenticidas anticoagulantes. A amostra populacional em estudo inclui 21 amostras de fígado de fuinhas provenientes do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) e recolhidas entre os anos de 2009 a 2015. Estas amostras foram analisadas pela técnica da Cromatografia de Camada Fina para deteção de rodenticidas anticoagulantes (RAC) e em nenhuma delas estes compostos foram detetados.





